Rodrigo Janot, ex-Procurador-Geral da República

Rodrigo Janot

Rodrigo Janot foi Procurador-Geral da República. Exerceu a função a partir de setembro de 2013 e encerrou seu mandato em setembro de 2017, quando Raquel Dodge assume a função.

Caracterizada pelo avanço dos trabalhos da Lava-Jato, a gestão de Janot incluiu várias ações que atingiram a classe política. Entre elas:

● Em junho de 2016, com a revelação das gravações de Sérgio Machado, Janot entrou com pedido de prisão junto ao STF dos senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, do ex-presidente José Sarney e do ainda deputado federal Eduardo Cunha. Os pedidos foram negados pelo ministro Teori Zavascki.

● Denunciou Michel Temer, presidente da República, ao STF, com base nas gravações de Joesley Batista, por corrupção passiva. A denúncia foi barrada na Câmara dos Deputados no dia 2 de agosto de 2017 por votação em plenário.

● Já denunciou ao STF por organização criminosa uma série de nomes dos principais partidos políticos do país. Do PT, foram denunciados os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além dos ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Edinho Silva, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Do PMDB, incluem-se os senadores Edison Lobão, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp, junto com os ex-senadores José Sarney e Sérgio Machado. Do PP, foram denunciados o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro e o senador Ciro Nogueira.

No dia 4 de setembro de 2017, perto do fim de seu período como PGR, Rodrigo Janot anunciou que estaria abrindo uma investigação para apurar omissão de informações na delação premiada de Joesley Batista. Novas gravações de Joesley, aparentemente feitas por acidente, indicam que o procurador Marcelo Miller estaria fazendo um jogo duplo com a PGR para que o dono na JBS se beneficiasse no acordo de delação premiada.

Leia também: O Fux é que disse: Joesley enrolou Janot (Rudolfo Lago)

Com isso, Janot pediu ao STF a prisão de Joesley Batista, Marcelo Miller e de Ricardo Saud, diretor da J&F presente nas gravações. As prisões de Joesley e Saud foram confirmadas pelo ministro Edson Fachin.

 

A atuação de Rodrigo Janot na PGR:

No realismo fantástico de Janot, Temer quer ser Aureliano Buendía (Itamar Garcez, 16/09/2017)

Nova denúncia de Janot é pequena aula da história política recente do país (Rudolfo Lago, 14/09/2017)

O Fux é que disse: Joesley enrolou Janot (Rudolfo Lago, 06/09/2017)

Janot abriu o flanco para jogarem a Lava Jato em um buraco negro? (Andrei Meireles, 06/09/2017)

Janot terá que provar que não iniciou a “Operação Mãos Bobas (Rudolfo Lago, 05/09/2017)

Uma bomba de hidrogênio no STF (Helena Chagas, 04/09/2017)

Ilusão de que Temer possa cair por nova denúncia de Janot é só ilusão (Andrei Meireles, 04/08/2017)

Um ponto frágil e vários pontos fortes na denúncia de Janot (Rudolfo Lago, 27/06/2017)

 

Arquivo Os Divergentes:

“Disenteria verbal” – 22/03/2017

Rodrigo Janot responde furibundo a acusações de que a PGR teria vazado nomes da lista da Odebrecht em coletiva de imprensa. É uma resposta ao ministro do STF Gilmar Mendes, que havia comentado a acusação, embora o nome deste não seja citado explicitamente.

 

Atualizado em 18/09/2017.

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