Aécio tem a chave dos caixas tucanos

Aécio Neves.
Aécio Neves.

A hipótese dos tucanos romperem com o governo sempre foi uma conversa fiada. Esticaram a corda para evitar que, em algum acidente de percurso, ela se arrebentasse.

Sempre souberam que jogar Michel Temer ao mar afogava antes Aécio Neves.

É aí que mora o perigo para o ninho inteiro.

Aécio não é apenas o político simpático, bem articulado, bom de voto, que quase se elegeu presidente da República.

Nas delações da Odebrecht, de outros grandes empreiteiros, e dos donos da Friboi, Aécio é descrito com apetite voraz por dinheiro. Muito dinheiro.

Como quem parte e reparte, deve ter ficado com alguma parte.

Mas, em um raro consenso entre políticos e investigadores, Aécio é identificado como um grande arrecadador para campanhas de aliados em Minas Gerais e no país afora. Nas mais variadas eleições.

Em todos os caixas: 1, 2, 3….

Acuado, ele agora está cobrando a conta. Quem, na reunião em que o PSDB bateu o martelo do “fico” no governo Temer, poderia atirar alguma pedra?

Os tucanos tentaram jogá-la com a mão alheia da Justiça Eleitoral.

Não deu certo.

Simples assim.

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Andrei Meireles
Repórter de Política há mais de 40 anos, Andrei Meireles passou pelas redações dos jornais O Globo e Jornal de Brasília, das revistas IstoÉ e Época, foi comentarista político do boletim diário da revista Época na rádio CBN e colunista do Fato Online. Um dos mais premiados jornalistas brasileiros, tem dois prêmios Esso (de Reportagem em 2000 e de Jornalismo em 2001) e três prêmios Embratel (de Jornais e Revistas em 2001 e 2004 e o Grande Prêmio Embratel Barbosa Lima Sobrinho em 2009).