Faltou 1,5 km

De madrugada, um bombeiro, aparentemente vivendo um surto psicótico, assumiu o comando de um veículo oficial de combate ao incêndio, rumou em alta velocidade entre a Ceilândia e a Esplanada, supostamente rumo ao Congresso Nacional, e só parou, pouco depois da Catedral, depois de perseguido e metralhado por 15 viaturas policiais.

Loucuras como essa já aconteceram em Brasília, mas a presença de um carro de bombeiros e o momento radicalizado do país deram um súbito destaque à cena de cinema. Vídeos da perseguição em tempo real, feitos pelos próprios policiais das janelas das viaturas, tomaram as redes e o assunto rapidamente se tornou um dos mais comentados, inclusive com muitas mensagens de apoio ao bombeiro com alma jihadista. Ninguém se feriu. No momento do crime, a Esplanada estava fechada parcialmente ao trânsito de veículos devido a um evento esportivo marcado para a manhã deste domingo.

Sargenta Ieda

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Ricardo Miranda
Ricardo Miranda Filho é jornalista e analista sênior de informações. Formou-se na Universidade de Brasília em 1987. Por mais de 20 anos, exerceu as funções de repórter, editor, correspondente e chefe de Sucursal em alguns dos principais veículos de comunicação do País: O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, Istoé e Correio Braziliense. Trabalhou na FSB Comunicação, onde, por oito anos, foi diretor do núcleo da Mídia & Análise. É professor licenciado de Jornalismo da PUC no Rio. Entre as premiações que recebeu estão o Prêmio Esso de Jornalismo, com a equipe de IstoÉ, e Menção Honrosa no Prêmio Vladimir Herzog.