Enquanto isso, a Seleção se prepara para a Copa da Rússia

O craque Neymar Jr. Foto Lucas Figueiredo/CBF

Velho ditado: — Cada um com seus problemas. Na Seleção Brasileira, um dos problemas é, ou era, a recuperação de Neymar, que passou por uma cirurgia para sanar a lesão no pé direito há dois meses. A comissão técnica e os torcedores estão confiantes  e sabem que o atacante do Paris Saint-Germain é a maior estrela do nosso time. Verdade que existem outros, a despeito de Marcelo, Gabriel Jesus, Casemiro…

Neymar na avaliação médica. Foto Lucas Figueiredo/CBF

O técnico Tite demonstra confiança e transmite tranquilidade à torcida. Minimiza os problemas e tem com os jogadores relação bem diferente de ex treinadores da Seleção. Na Granja Comary, em Teresópolis, os primeiros dias do período que antecede o embarque para a Rússia é dedicado praticamente à avaliação médica dos atletas. Os chamados treinos com bola devem começar para valer na próxima semana. Segundo a programação da CBF, a Seleção deverá fazer dois jogos amistosos — Croácia e Áustria –, antes da estreia na Copa, contra a Suíça, em 10 de junho.

Gavriel Jesus. Foto Lucas Figueiredo/CBF

A Argentina também tem seus problemas. É grande a revolta dos torcedores com o corte do goleiro titular da equipe Sérgio Romero. A poucos dias da estreia na Copa, o técnico Sampaoli não quis ficar com dúvida e convocou em seu lugar Nahuel Guzmán, que joga no Tigres, do México.  Os peruanos lamentam a não participação do mundial da Rússia do seu principal jogador, o artilheiro do Flamengo Paolo Guerrero, suspenso pela FIFA por dopping.

A Alemanha, atual campeã do mundo também não escapa de problemas: na falta de opções, o técnico Joachin Lwo terá de adaptar como zagueiros da ala direita Kimmich, Sebastian Rudy, Rudiger ou Mustafi. Também favorita ao título desse ano, a Espanha torce para que o atacante Morata, que joga no Chelsea, reconquiste a boa forma, já que não tem repetido sua performance de muitos gols. A alternativa do treinador Julen Lepetegui, assim, recai em Diego Costa, o brasileiro naturalizado espanhol e que defende o Atlético de Madri. Todos lamentam a ausência do craque Inesta.

Marcelo. Foto Lucas Figueiredo/CBF

O técnico Stanislav Cherchesov, da anfitriã Rússia, garante que sua equipe “não tem grandes problemas, somente pequenas questões”. Porém, a crítica aponta como ponto ruim a não convocação de dois dos seus mais importantes jogadores, os irmãos defensores Vasily e Alexei Berezustky. A França, que estreia contra a Austrália, em 16 de junho, não tem problemas de lesões nos jogadores. Mas, sim, de mágoas entre as estrelas que ficaram fora da lista de convocados. Exemplo disso é o apoiador Rabiot, preferido dos torcedores franceses. O receio é que sua ausência venha gerar descontentamentos que interfira no desempenho do time.

O team da Inglaterra não poderá contar com três atletas considerados importantes para o técnico Gareth Southgate: os defensores Alfie Mawson e Joe Gomez e o meia Alex Oxlade-Chamberlain. O time português, que tem em Cristiano Ronaldo seu principal astro, luta contra um problema: um zagueiro esquerdo que substitua o veterano Fábio Coentrão, fora da Copa da Rússia.

Neymar Jr. Foto Lucas Figueiredo/CBF

Na seleção mexicana os maiores problemas estão fora do campo. O veterano Rafa Márquez, é acusado pela justiça do estados Unidos de ligação com contraventores do narcotráfico. Está impedido de usar uniforme que contenha marcas americanas como patrocinadores. Teme-se que a tensão em torno do assunto interfira no clima da equipe.

As demais seleções que completam os 32 dos países competidores também tem seus problemas. Uns maiores, outros considerados menores. Todos, porém, chegam à Copa de 2018 com esperança de superá-los. E mais que isto, a esperança de levantar a taça da FIFA. Talvez o maior desses problemas seja mesmo a qualidade do futebol que irão apresentar. Aliás, não. Com certeza. Esperamos que não seja o caso da Seleção Brasileira.

Tite. Foto Thiago Silva. Foto Lucas Figueiredo/CBF

 

 

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Um dos mais conhecidos e premiados fotógrafos do país, Orlando Brito nasceu em Minas e chegou a Brasília ainda menino, no início de sua construção, em 1956. Fez viagens por mais de 60 países, em coberturas presidenciais, papais e esportivas, como Copas do Mundo e Olimpíadas. Tem seis livros publicados e quatro outros no prelo. Recebeu vários prêmios, entre eles o Press Photo do Museu Van Gogh. de Amsterdã. Onze vezes Prêmio Abril de Fotografia. Bolsa da Fundação Vitae, de São Paulo, em 1991. Várias exposições individuais e obras no acervo de diversos museus do mundo.