Mosteiro de São Bento, em São Paulo – Recolhimento e orações

O Mosteiro de São Bento é uma das edificações históricos mais imponentes de São Paulo. Foi construído em 1600, nas terras onde havia a aldeia do lendário cacique da etnia tupi Tibiriçá, que batizado pelo padre José de Anchieta, fundador da cidade.

Mesmo situado perto do Vale do Anhangabáu — local de trânsito mais agitado e ruas mais barulhentas de uma da quarta maior metrópole do mundo — o Mosteiro de São Bento é também é também lugar ideal para as pessoas que desejam recolhimento e o melhor da música sacra. É uma ilha de tranquilidade frequentada até pelos não católicos.

De domingo a domingo, pontualmente às seis da manhã, ao meio dia, às cinco da tarde e às oito da noite, os monges se reúnem em coro para cumprir o ritual religioso do canto gregoriano, uma das tradições da congregação dos beneditinos, fundada na Idade Média.

Lado a lado, no centro da capela, os frades cumprem à risca as horas litúrgicas de entoar as Laudes, as Meridianas, as Vésperas e as Vigílias. São orações cantadas, apropriadas para os fieis que buscam momentos de paz e adequado para meditar. Como diria Santo Agostinho, “cantar é orar duas vezes”.

No meu caso, é também fonte de imagens bem diferentes daquelas que ponteiam o meu cotidiano em Brasília, na atribulada cobertura dos lances da política. Quando estou em São Paulo e sempre que posso, arranjo um tempinho para ouvir e fotografar os frades do Mosteiro de São Bento.

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