Viajando de Fusca

Na rodovia Osvaldo Cruz, em São Paulo, que liga Taubaté a Ubatuba, a solitária viagem do velho fusquinha.

Como foi – Essa é daquelas fotos que a gente só faz porque acha agradável aos olhos e não propriamente por ser notícia.

Eu era passageiro de uma moderna camionete que me levava ao litoral Norte de São Paulo e depois a Paraty, no Rio. Na descida da sinuosa estrada que entrecorta a bela paisagem de antigas fazendas de café, vi à frente esse fusca branquinho, tal e qual o primeiro automóvel que adquiri, láaaa na década de 1970. Metros depois, o nosso robusto e veloz Pajero o ultrapassou e o vi ficar para trás o inesquecível modelito da Volks.

Bem adiante, uma hora depois, o condutor do meu possante automóvel parou para reabastecer o tanque de combustível da moderna camionete. O danado do fusca não parou no posto da Petrobrás. Passou direto, altaneiro, com seu barulho inconfundível. Claro, consome quase três vezes menos que os potentes carrões de hoje. Bem regulado, um fusquinha faz mais de 15 quilômetros com um único litro de gasolina. E se o motorista colocar na “banquela”, aliás, ponto-morto, gasta menos ainda.

Orlando Brito

Deixe seu comentário
COMPARTILHAR
Artigo anteriorRoberto Requião, senador da República
Próximo artigoA propósito da Reforma Eleitoral
Orlando Brito
Um dos mais conhecidos e premiados fotógrafos do país, Orlando Brito nasceu em Minas e chegou a Brasília ainda menino, no início de sua construção, em 1956. Fez viagens por mais de 60 países, em coberturas presidenciais, papais e esportivas, como Copas do Mundo e Olimpíadas. Tem seis livros publicados e quatro outros no prelo. Recebeu vários prêmios, entre eles o Press Photo do Museu Van Gogh. de Amsterdã. Onze vezes Prêmio Abril de Fotografia. Bolsa da Fundação Vitae, de São Paulo, em 1991. Várias exposições individuais e obras no acervo de diversos museus do mundo.