Paris, a querida de Amado

O escritor Jorge Amado em seu passeio pelas ruas do Marais, em Paris, com familiares. Foto Orlando Brito

Jorge Amado nunca negou que Paris era seu lugar predileto para escrever. Dizia que, mesmo estando longe de sua acolhedora casa no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, sentia-se mais a vontade para criar seus personagens e envolvê-los no cenário regional brasileiro, carregado de tradições, política, crença e sensualidade.

Jorge tinha especial carinho pela capital francesa desde que a cidade o acolheu quando teve de deixar do Brasil, na ditadura de Getúlio Vargas. No clima de tranquilidade do apartamento onde morava com Zélia Gattai, na Rue de Saint-Paul, no bairro do Marais, tinha mais tempo para trabalhar, distante do assédio dos admiradores.

Quando se sentia com a mente cansada, Jorge Amado descia para caminhar na beira do Rio Sena, passear em frente à catedral de Notre-Dame ou pela Ilha de la Cité. Depois, entrava nos antiquários. Antes de voltar para casa, sempre parava para um café no bistrô de um amigo italiano que se exilou em Paris fugindo das Brigadas Vermelhas. Foi caminhando por lá que, de passagem por Paris, o encontrei por acaso. Evidentemente, não perdi a chance de fazer uma foto do escritor junto com seus familiares.

Membro da Academia Brasileira de Letras, autor de grandes best-sellers, livros inesquecíveis e marcantes de nossa literatura – a exemplo de Gabriela Cravo e Canela, Capitães da Areia, Tereza Batista Cansada de Guerra, Mar Morto, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tiêta do Agreste e tantos outros – nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, na Bahia. Jorge Amado faleceu aos 89 anos, em 6 de agosto de 2001.

Orlando Brito

 

 

 

 

Orlando Brito

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