Há 23 anos, a Seleção era tetra campeã do mundo

Final da Copa de 94, nos Estados Unidos. O goleiro brasileiro Claudio Taffarel é campeão. O atacante italiano Roberto Baggio é vice. Foto Orlando Brito

Algumas coberturas colocam um jornalista diante de personagens em situações inteiramente antagônicas. É o meu caso, com essa foto aí. A fiz no Coliseu de Los Angeles, no jogo final da Copa do Mundo, em 17 de julho de 1994.

Taffarel, goleiro do Brasil comemora feliz, vitorioso, a conquista da Seleção Brasileira. À sua frente, inteiramente decepcionado, derrotado e cabisbaixo o atacante da esquadra italiana, Roberto Baggio, que chutara para as nuvens o mais importante pênalti de sua vida.

Jogador de tantos êxitos e glórias, e que foi escolhido o melhor atleta de 1993, Baggio ficou marcado por esse erro. Ninguém ressalta, porém, que ele, um dos maiores jogadores da história da Itália jogou sem muitas condições físicas. Usou uma liga elástica na coxa para amenizar as dores de uma contusão adquirida dias antes.

Roberto Baggio, que jogou em dez times de seu país, fez dupla com Ronaldo Nazário na Internazzionale de Milano. Hoje, com 50 anos, o craque italiano tem ojeriza aos estádios de futebol. Rico, Baggio colabora com um templo de orientação budista, sua religião.

Já o gaúcho Taffarel, voltou para Porto Alegre, onde possui o escritório de eventos esportivos em sociedade com o craque Paulo Roberto Falcão, seu ex-companheiro de clube, o Internacional. Querido por todas as torcidas dos clubes que defendeu: a Inter de Milão, o Parma, Reggiana, o Atlético Mineiro e o Galatassaray, da Turquia. É considerado um maiores goleiros do mundo. O técnico Tite o manteve na função de treinador e goleiros da Seleção.

 

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