Para combater inflação e recessão, BC não pode errar na queda de juros

Banco Central. Foto Orlando Brito

O Comitê de Política Monetária do Banco Central começa a discutir amanhã uma nova rodada de redução de taxas de juros com o objetivo de tirar a economia da recessão e ao mesmo tempo combater a inflação em 2017.

A autoridade monetária não pode errar na mão, sob pena de comprometer um dos objetivos, embora a missão primeira da instituição financeira seja o controle da inflação. O efeito da decisão de reduzir os juros leva em torno de seis meses para produzir seus resultados.

Segundo a pesquisa feita pelo BC junto às instituições financeiras, os banqueiros acreditam que a inflação deste ano ficará em torno de 4,81%, muito próximo da meta de 4,5%, e as taxas de juros devem cair ao patamar de 10,25%.

Há um consenso entre aos formuladores de política econômica do governo e os economistas do mercado de que as taxas de juros devem cair 0,5% na quarta-feira. Mas, no Palácio do Planalto, a torcida é por uma queda de 0,75%, sem comprometer a meta de inflação.

Mais do que a torcida, o Planalto já começa a ver no horizonte uma bandeira: com a queda, pode vender a imagem de que é um governo que está reduzindo juros para colocar o pais na rota do crescimento com o equilíbrio das contas públicas.

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Ivanir José Bortot
Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com pós graduação em jornalismo econômico pela Faculdade de Economia e Administração(FAE) de Curitiba/PR. Repórter especializado em finanças públicas e macroeconomia, com passagens pela Gazeta Mercantil, Folha de São Paulo e Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Participou da cobertura de formulação e implementação de todos os planos econômicos do país deste o Plano Cruzado, em 1985, ao plano Real, de 1994. Sempre atuou na cobertura diárias das decisões de política econômica dos Ministério do Planejamento, Fazenda e Banco Central. Experiência em grandes coberturas de finanças como das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional(FMI), do Banco Mundial(BIRD) e Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID).